1ª CONTROVÉRSIAS EM CONTROLE DE INFECÇÃO - APECIH - 2009
No dia 26 de outubro de 2009 participamos da 1ª Controvérsias em Controle de Infecção, Coordenado pela Dra. Rosana Richtmann e promovido pela APECIH. Evento sem dúvida de alta qualidade e de grande proveito científico.
As controvérsias foram e são inúmeras. As dúvidas que temos no nosso dia-a-dia ainda continuam. Saliento algumas:
- Antimicrobianos em infusão contínua – controverso, pois faltam estudos bem desenhados para tal conclusão, mas parece ser o futuro. Interessante utilizar a Simulação de Montecarlo.
- Uso de anfotericina deverá ser abandonado pelos eventos colaterais graves (insuficiência renal), especialmente em pacientes especiais (transplantados, graves de UTI). O uso de equinocandinas parece promissor, mas o custo é o problema. Dr. Arnaldo Colombro sugere "SEPULTAR a Anfotericina na UTI".
- Sobre a paramentação em áreas críticas devemos indicar bloqueio máximo antes dos procedimentos de risco de infecção. Sobre a paramentação exclusiva parece apenas limitar a entrada no setor e todas as consequências do alto fluxo nesta unidade.
- A MIC consegue detectar resistência oculta! Pode oferecer informações auxiliares e até modificar a escolha terapêutica com a finalidade de melhorar a sobrevida. Talvez priorizar MIC em casos de pacientes graves e bactérias específicas se não tiver como padronizar para todas as culturas! Parece racional criterizar, pois o uso da MIC nem sempre será utilizado na prática em todas as infecções.
- Tolerância zero em ISC está relacionada com boas práticas de assistência! EXCELENTE APRESENTAÇÃO!!!!! Tricotomia quando necessário, profilaxia na hora certa, com dose certa e por tempo certo, controle da glicemia (especialmente cirurgia cardíaca), controle da hiportermia (cobertores e fluidos aquecidos, toucas e meias, ar condicionado das salas) em todas as fases da cirurgia (especialmente colo-retais). Ahhh não esquecer de tratar as infecções a distância se possível se cirurgia eletiva.
- Busca ativa de IH após a alta é uma alternativa para aquelas precoce, pois pegá-la na reinternação não é possível. A metodologia da vigilância pós alta é problemática, talvez associar métodos. Nenhum método é 100%, mas ficar somente com os dados hospitalares também não é sensível (viés de seleção). Portanto, concordo com a busca pós-alta, pois poderá auxiliar como indicador mais fidedigno das rotinas e de argumentos reais da sua instituição.
- Uso inalatório de antimicrobianos (polimixina, amicacina, gentamicina, tobramicina, vancomicina) é controveso, mas parece promissor. Aguardemos. que esperar!
Parabéns APECIH pela excelente iniciativa.